Muro

Conflito Sahara Ocidental – Muros e Minas.

O Sahara Ocidental é um dos dez territórios mais minados do mundo. Marrocos “armadilhou” o Sahara deixando-o fortemente contaminado com minas antipessoais terrestres e restos de outros engenhos explosivos. Actualmente, estima-se que cerca de sete milhões de minas, que têm agora como principal alvo as populações civis nómadas, estejam enterradas neste extenso deserto.

O Muro Marroquino. A divisão de uma terra – O Sahara Occ….. a luta de um povo – Os Saharauis!!

Hoje, um muro de mais de 2.500 Km divide o território perante a indiferença da Comunidade Internacional. O desaparecido muro de Berlim e os actuais muros em território Palestino são brinquedos comparados com esta obra que engloba cem mil (100.000) soldados e 90% das despesas Militares Marroquinas.  A sua manutenção calcula-se em aproximadamente € 1.500.000 diários. Uma verdadeira Muralha de pedra com 3 m de altura por 2m de largura. A 1ª linha de fogo é composta por unidades estáticas com canhões de retrocesso e metralhadoras de diversos modelos. Ao longo do muro, vigiam os soldados. Ao longo dos seus 2.500m de comprimento está protegido por campos de minas que se estendem até 400m á frente do muro. Na retaguarda, entre 7 a 15 km do muro encontramos a 2ª linha de tiro composta por uma bateria de canhões de 155 mm de fabrico Norte-americano, onde também podemos comprovar a presença de armamento soviéticos, Francês e Belga principalmente. Saímos da linda de artilharia do muro e seguimos de helicóptero ao largo do muro ate ao norte. Precisamente aqui e imediatamente a seguir á retirada das tropas espanholas do território Saharaui, teve lugar o único confronto conhecido ate agora entre tropas Marroquinas e Argelinas que penetraram neste território já ocupado pelo exercito do Rei Hassan. Argélia justificou-se como um erro involuntário e centenas dos seus soldados foram feitos prisioneiros. Um Velho forte espanhol serve de quartel-general neste sector de angala, sendo um dos mais assediados pela Frente Polisário. O Muro de Angala é o que esta mais próximo da fronteira com a Mauritânia. Aqui a areia substitui a pedra. Uma muralha de 4 a 5 m de altura sulca o deserto até Guelta Zemmur. Coincidindo com a nossa chegada a este lugar encontrava-se em manobras uma das unidades de intervenção e meio-ataque que forma a 3ª linha do dispositivo defensivo do muro. Estas unidades são compostas por carros de combate e veículos equipados com peças de artilharia. Tal como nas duas linhas anteriores estão situadas a cada 40 ou 50km ao largo do muro e sempre alertas para receber qualquer tipo de sinal electrónico. Neste extraordinário sistema de defesa do muro do Sahara, conta com a presença de mais de 100.000 soldados o que vem a compreender quase 90% das tropas do exercito do rei Hassan II. Todos os soldados Marroquinos que estão nesta frente são profissionais e fizeram do exército um meio de vida mais produtivo do que trabalhar no campo ou qualquer outra profissão. Alguns, pisam território Saharaui há mais de 8 anos, vivem aqui nesta frente e a cada 4 meses têm 20 dias de ferias. Todo este contingente militar se traduz num custo diário a 200 milhões de pesetas, quantidade muito importante para a débil economia marroquina. De todas as formas é certo que por agora o muro do Sahara foi avançado pelo deserto ate incluir dentro das suas fronteiras cerca de 75% do território Saharaui. Estes muros já se estão a construir e vão cortarão as 2 únicas bolsas que ainda restavam ao Sahara não controladas ainda pelo deserto marroquino. Uma que será o 7º Muro, cortará á F. P a saída pelo Atlântico e o 8º Muro fechará a outra bolsa situada no pico alto da Mauritânia perto da Argélia onde se encontram as 2 cidades históricas históricos da Republica Árabe Saharaui Democrática Bir Lahlou e Tifariti. Este é o muro que defende a região de Mahbes a 6 km daqui está a fronteira da Argélia por trás Tindouf onde se encontra a base logística da guerrilha Saharaui. Aqui se produzem os confrontos da Polisário com muita frequência o que obriga o exército marroquino a concentrar neste local do muro um forte contingente militar. É a 1ª linha da frente. Quando o muro do Sahara estiver terminado, todo o antigo território Espanhol ficará por trás desta linha. Outra coisa é a batalha politica/diplomática que por agora Hassan II já a perdeu.  A Republica Árabe Saharaui Democrática, conta com o reconhecimento e apoio da maioria dos Países das Nações Unidas (ONU) que exigem do monarca um referendo para a Autodeterminação do Povo Saharaui. O rei de Marrocos, consciente de que os “ares no campo internacional” não lhe são favoráveis enviou para as Nações Unidas umas breves conversas com a F. P. Não se sabe se as mesmas conduziram o Sahara á Paz e enquanto isto não acontece do outro lado deste muro está o povo Saharaui que reclama a soberania deste território, continuará “alçado” em armas a lutar pela sua Independência. O Muro em Junho de 2005 Visto pela parte controlada pela Frente Polisário. Podemos ver os campos de minas.

O muro da vergonha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1ª linha de fogo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Defesa do Muro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Radares electrónicos de vigilância permanente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Construção do muro entre Bir Lahlou e Tifariti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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